quarta-feira, 13 de março de 2013

'O IML não precisa de médico, lá não tem doente, tem é morto', diz Robert


                                         
“IML não precisa de médico, lá não tem doente, tem é morto”. A afirmação foi dada pelo secretario de segurança do Piauí, Robert Rios depois da recomendação feita pela promotora Leida Diniz de que o diretor do IML, Anfrísio Antônio Nogueira Paes Castelo Branco, seja destituído do cargo.
O secretário explica que o órgão não há uma estrutura organizacional definida e pede paciência à promotora.
“Os próprios médicos e peritos estão elaborando uma estrutura legal para o IML. Precisamos de um coordenador técnico, coisa que não temos hoje no instituto. Precisamos de vários diretores e para isso está sendo elaborando um documento, até lá a promotora vai precisar ter um pouquinho de paciência”, disse ao vivo em entrevista do Jornal do Piauí.
Robert destaca ainda a dificuldade de se conseguir um médico que trabalhe no IML para receber o salário hoje pago no órgão. “Nenhum médico aceitaria trabalhar os dois turnos para ganhar apenas R$ 600”.
O secretário finaliza lembrando que uma minuta de lei será enviada ao governador Wilson Martins para regularizar a situação dos cargos no IML. “Estamos tratando disso com tranquilidade”, disse.
A alegação se baseia, principalmente, no fato de o Sr. Anfrísio Castelo Branco, Delegado de Polícia Civil, não ter formação em Medicina ou Odontologia, não pertencer aos quadros do Departamento de Polícia Técnico-Científica e não ter adquirido estabilidade no serviço público – requisitos estabelecidos pelo Estatuto da Polícia Civil do Estado do Piauí para o exercício de cargo de direção do IML.
Fonte: 180graus

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