Em entrevista a Opera Mundi, Sasha Kargaltsev contou que se viu forçado a sair da Rússia justamente por esses motivos
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O artista russo Sasha Kargaltsev, baseado em Nova York, foi um dos que se manifestaram, produzindo uma foto em resposta a Zhukova. Na imagem, um homem branco simula uma cadeira, enquanto um negro se senta sobre ele -- em referência direta ao racismo e à homofobia. Em entrevista a Opera Mundi, Sasha contou que se viu forçado a sair da Rússia justamente por esses motivos. “Me deixa muito triste ver que o racismo está sendo glamourizado e passado a ser não somente aceitável, como 'na moda'”, lamentou.
A composição artística pretende reverter a injustiça visual e a ofensa retratadas na foto de Zhukova e restaurar a igualdade de gêneros, raças e orientações sexuais, salientou o artista, para quem as escolhas da socialite russa -- “uma das mais poderosas empreendedoras culturais russas do mundo” -- são "apavorantes e inaceitáveis".
"Eu queria unir o meu sentimento de repulsa ao racismo e à homofobia em uma mesma foto, já que os preconceitos estão interligados", afirmou. Para o artista, a atitude da socialite russa apenas reflete o pensamento da elite do país. "Ela não esperava essa reação tão negativa. Isso apenas demonstra a arrogância dos multimilionários russos".
Antes de se mudar para os EUA, Sasha estudou na Universidade Pan-russa de Cinematografia, de onde saíram alguns dos mais importantes cineastas russos, como Sergei Eisenstein. Mas o jovem multitalento não parece otimista com seu país natal. "Só voltarei à Rússia quando o país for um lugar seguro para a população LGBT. Já não sou russo. Somente no meu coração".
Fonte: JL/Opera Mundi
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