No
mês de novembro muitas iniciativas estão voltadas para a saúde do
homem. Uma delas se refere a conscientização para diagnóstico precoce do
câncer de próstata, já que a doença é a primeira mais incidente em
homens. Para se ter uma ideia da gravidade, o Instituto Nacional de
Câncer José Alencar da Silva (INCA) estima para o ano de 2014 o
aparecimento de 2.670 novos casos de câncer em homens, sendo 790 só de
câncer de próstata no Piauí e 240 em Teresina.
Em todo o
Brasil estima-se que em 2014, 12 mil homens morrerão em decorrência do
câncer de próstata. Os números assustam, mas, ao mesmo tempo, revelam
que o homem precisa se cuidar mais. Segundo o urologista Helder Damásio,
a detecção precoce do câncer de próstata, que só acontece com as idas
rotineiras ao médico, dá ao paciente até 90% de cura.
Em uma
visita ao médico, é aconselhável que, o homem negro que possui mais de
45 anos, pacientes com casos de câncer na família ou os demais pacientes
com mais de 50 anos faça o rastreamento da doença, através dos exames
do TOC ou PCA. Segundo Helder Damásio, é necessário que o homem
freqüente seu urologista pelo menos uma vez por ano, para que até em uma
conversa, o médico suspeite de algum problema.
Apesar de ser
uma arma importante na detecção da doença, o rastreamento tem sido uma
técnica criticada pelo Ministério da Saúde. Isto porque, mesmo com a
descoberta precoce, não tem se visto a queda nos índices de mortalidade
em todo o país. Pesquisas apontam também que o rastreamento em homens
assintomáticos pode provocar danos à saúde, induzindo-os a riscos de
procedimentos desnecessários e os deixando ainda mais angustiados.
O
assunto já levantou diversos pontos de vista, no entanto entende-se que
é preciso o controle da doença. Por isso, a Sociedade Brasileira de
Oncologia Clínica acredita no rastreamento, mas ressalta que é
importante que o médico reconheça o paciente que não precisa ser
tratado.
O câncer de próstata é o tumor mais comum em homens
acima de 50 anos e surge, na maioria das vezes, da região externa da
próstata. O órgão pertence ao aparelho reprodutor masculino, responsável
por produzir ou armazenar parte do fluido seminal. De acordo com o
urologista Helder Damásio o avançar da idade é o principal fator de
risco para a doença. Nos casos confirmados, os urologistas orientam que o
paciente procure uma equipe médica habituada a tratar diariamente sobre
câncer de próstata.
Segundo Helder Damásio existem três
formas de tratamento, através da cirurgia, radioterapia ou
hormonioterapia e até uma quarta forma- a observação vigilante- para
casos selecionados. "É importante destacar que essas formas de
tratamento levam em conta fatores como, idade, estágio clínico do
paciente com outras doenças (derrame, AVC, infarto) e estágio do câncer
(inicial, intermediário ou avançado)", comenta.
Para Helder, a
experiência e o volume de pacientes que cada equipe trata são os
fatores que conferem melhor resultado durante os tratamentos.
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terça-feira, 4 de novembro de 2014
INCA estima 790 novos casos de câncer de próstata
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